Feijão tropeiro segue como atração do Mineirão

A experiência de ir a um estádio de futebol pode ser definida para alguns pelo visual, para outros pelo som e até mesmo pelo suor por vibrar pelo seu time, mas no estádio do Mineirão, um dos 12 que serão utilizados na Copa do Mundo, ela pode ser resumida pelo sabor e cheiro do feijão tropeiro.

 

A receita não é complicada, como explica Sônia Maria da Costa, responsável pela empresa Gourmet Esporte, que administra oito bares do estádio, e que em quase três décadas de trabalho intenso ajudou a consolidar uma das tradições gastronômicas mais conhecidas do futebol brasileiro.

 

“É feijão, bacon, linguiça, farofa especial, mas essa eu não ensino como faz, porque é aí que mora meu segredo”, brinca dona Sônia.

 

A administradora dos bares ainda revelou que em algumas semanas voltará ao tropeiro do Mineirão um ingrediente que vem deixando saudade, o “zoiudo”, como é apelidado o ovo que costuma a vir por cima do prato. Além disso, acompanha arroz, couve e bife bovino.

 

Em 2013, em 30 jogos, os bares do estádio que ofereceram a iguaria – 18 em um total de 42 operando – venderam 120 mil pratos. Prova concreta de que o Mineirão não existe sem o feijão tropeiro. Tanto que, nos primeiros meses após a reinauguração, o público reclamou muito da qualidade do prato.

 

Sônia voltou para o estádio depois disso, seis meses atrás. E com a experiência de quem atuou por 28 anos na produção do prato no estádio, devolveu ao tropeiro o sabor que havia sido perdido. E a aprovação não tardou a vir.

 

“Tá ‘bão’ demais! É uma obrigação vir aqui e comer isso, pena que falte a cervejinha para acompanhar”, brincou o motorista Mauro Leão, antigo frequentador do estádio que esteve no “novo Mineirão” pela primeira vez na quarta-feira, para assistir ao duelo entre Cruzeiro e Villa Nova, pelo Campeonato Mineiro.

 

A comercialização do feijão tropeiro no estádio hoje passa por um organizado e padronizado processo. Um nutricionista acompanha todos os passos da produção, que atende às exigências das autoridades sanitárias.

 

“Antes, a gente tinha uma produção caseira. Agora há um controle não só nos dias de jogos, mas desde o recebimento da mercadoria até a preparação”, explicou Gustavo Samuel Cunha, nutricionista e supervisor técnico de alimentação.

 

Só resta saber que feijão tropeiro será vendido no estádio durante a Copa do Mundo. Até agora, os funcionários da Minas Arena, concessionária que administra o Mineirão, sabem que haverá a comercialização, mas que a Fifa é quem definirá os parâmetros.

 

Todo o fornecimento de alimentos da Copa está a cargo da Aramark/Convivas. A entidade que rege o futebol mundial confirmou à Agência Efe que o prato será vendido em dias de jogos, mas que, conjuntamente com a empresa, passa pela etapa de “definição do programa de alimentos e bebidas da Copa do Mundo.

 

De acordo com o departamento de imprensa da Fifa, ainda não há data para divulgar como será o tropeiro do Mineirão durante o torneio, e nem quem o produzirá.

 

Fonte: EFE

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